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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Es.Col.A. da Fontinha na 10ª edição do DocLisboa
terça-feira, 23 de Outubro
O documentário Es.Col.A. - Espaço Colectivo Autogestionado, realizado pelo colectivo Viva Filmes e que através dos próprios intervenientes conta a história do projecto Es.Col.A. até aos momentos que antecederam o despejo, foi seleccionado para ser exibido no festival DocLisboa'12.

O filme será exibido dia 23 de Outubro, na sala Manoel de Oliveira no Cinema São Jorge, às 19h15 e a sessão será seguida de um debate no qual estarão presentes elementos do Viva Filmes e pessoas que participaram e acompanharam de perto o projecto Es.Col.A.
A organização do festival disponibiliza um certo número de convites e também bilhetes ao preço de 1€ que o colectivo Viva Filmes e a Es.Col.A. pretendem tornar acessível a quem estiver interessado em assistir à sessão. Para isso podem até ao dia 14 de Outubro pedir informações para o email do Es.Col.A. (es.col.a.da.fontinha@gmail.com).

O filme será exibido dia 23 de Outubro, na sala Manoel de Oliveira no Cinema São Jorge, às 19h15 e a sessão será seguida de um debate no qual estarão presentes elementos do Viva Filmes e pessoas que participaram e acompanharam de perto o projecto Es.Col.A.
A organização do festival disponibiliza um certo número de convites e também bilhetes ao preço de 1€ que o colectivo Viva Filmes e a Es.Col.A. pretendem tornar acessível a quem estiver interessado em assistir à sessão. Para isso podem até ao dia 14 de Outubro pedir informações para o email do Es.Col.A. (es.col.a.da.fontinha@gmail.com).
quinta-feira, 14 de junho de 2012
projecção de vídeos - colectivo OSU
OSU vai ao Es.Col.A
sábado, 16 junho, 21h30 - Largo da Fontinha
Um colectivo. Três anos ímpares, três okupações, três vídeos: OCUPA | SENSIBILIZA | UTILIZA
sábado, 16 junho, 21h30 - Largo da Fontinha
Um colectivo. Três anos ímpares, três okupações, três vídeos: OCUPA | SENSIBILIZA | UTILIZA
O colectivo OSU nasceu no Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, para fazer uso dos espaços abandonados no tempo. A urgente necessidade de os tornar úteis fez-nos sensibilizar as pessoas para a vontade de os ocupar.
Ano de realização: 2001
Argumento – Realização - Produção: colectivo OSU
Argumento – Realização - Produção: colectivo OSU
Duração: 9.44 minutos
Em 2003, e depois da anterior incursão num espaço privado devoluto do Porto, o
colectivo OSU quis tornar visível o espaço público e ocupar as praças da
cidade, agindo sob o mesmo princípio e com a mesma legitimidade que o guiou no
primeiro projecto. O insólito e o quotidiano partilham a ocupação dos espaços
públicos em constante procura de uma resposta de uso.
Ano de realização: 2003
Argumento – Realização - Produção: colectivo OSU
Duração: 9.58 min.
O desafio do Alentejo, em 2005, nasceu da ideia de envolver os alunos da
Escola Secundária de Vila Viçosa na pesquisa da sua Paisagem cultural através
do cinema.
O Projecto linhas paralelas dá
corpo a uma viagem de ficção entre o passado, o presente e o futuro e ocupa, sensibiliza e utiliza a
linha Évora – Vila Viçosa pelo 100º aniversário da sua inauguração. A recolha
de arquivos e memórias do quotidiano passado funde-se com imagens do presente e
deseja um melhor futuro.
Título original: Linhas paralelas
Ano de produção: 2005
Argumento – Realização - Produção: colectivo OSU
Locais de rodagem: Porto – Évora – Vila Viçosa
Suporte imagem: Mini DV
Suporte som: Mini-Disc
Duração: 47 min.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
cinema ao domingo: Life in a Day
domingo, 20 de Maio 20h00
Largo da Fontinha
Largo da Fontinha
Life in a Day - Kevin Macdonald, 2011
O que é que se consegue quando se pergunta às pessoas do mundo para
registar um único dia das suas vidas? Simplesmente recebe-se 80.000
submissões, com 4500 horas de filmagem, de 192 países diferentes.
Kevin Macdonald reuniu este material, todo filmado no dia 24 de julho de 2010, e criou um hino de 90 minutos sobre o que significa ser humano no mundo de hoje.
Este é um documentário rodado por cineastas de todo o mundo, e que serve como uma cápsula do tempo para mostrar às gerações futuras como era estar vivo no dia 24 de julho de 2010.
Kevin Macdonald reuniu este material, todo filmado no dia 24 de julho de 2010, e criou um hino de 90 minutos sobre o que significa ser humano no mundo de hoje.
Este é um documentário rodado por cineastas de todo o mundo, e que serve como uma cápsula do tempo para mostrar às gerações futuras como era estar vivo no dia 24 de julho de 2010.
http://www.youtube.com/watch?v=bT_UmBHMYzg
sexta-feira, 27 de abril de 2012
merenda + filme
Domingo, dia 29 de Abril, Largo da Fontinha
Merenda auto-gestionada 18h00 (traz comes e bebes)
Documentário Linha Vermelha 20h00 (com a presença do realizador José Filipe Costa)
Linha Vermelha recua a 1975, altura em que o
alemão Thomas Harlan realiza o documentário Torre Bela, sobre a ocupação
de uma grande herdade no Ribatejo, propriedade dos duques de Lafões.
Esse filme transformou-se num ícone do período revolucionário português:
a discussão acalorada sobre a quem pertence uma enxada da cooperativa, a
ocupação do palácio, o encontro dos ocupantes com os militares em
Lisboa e o processo de formação de uma nova comunidade… 37 anos depois,
José Filipe Costa revisita esse filme emblemático, reencontrando os seus
protagonistas e a sua equipa. Qual foi a influência da presença da
câmara sobre os acontecimentos? Quem são hoje os protagonistas da
altura? O que pensam sobre a ocupação e sobre o filme Torre Bela? Que
memória têm da herdade? Linha Vermelha responde a estas questões e
mostra como Torre Bela continua a marcar a história de um período
conturbado do país.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
caçadores recolectores - exposição fotográfica, documentário e debate
sábado, 7 de Abril - a partir das 20h00 (jantar seguido de documentário e debate)
Debate sobre Anarquismo Verde
Exposição fotográfica sobre tribos indígenas - de Sofia Yu
Documentário - Bruno Manser Laki Penan, Christoph Kühn (2007).
Debate sobre Anarquismo Verde
terça-feira, 27 de março de 2012
o jazz da bancarrota: filme, livro e jantar
quarta-feira, 28 de Março - 20h30
Filme mudo: Bancarrota Jazz
Apresentação do livro: O Jazz da Bancarrota e outros contos (nem sempre) grotescos de Paul van Ostaijen (1896-1928)
"Ostaijen notabilizou-se na sua obra poética, artística, narrativa e ensaística, deixando uma marca profunda na literatura flamenga. O autor encontra na sátira o meio de expressar o que a poesia calava. Estando convicto que, num mundo desencantado pela mentira instituída, o uso do grotesco, da farsa e do ultraje são os únicos meios de se aproximar da “verdade” e, desse modo, restituir ao humano a realidade e a lucidez crítica.
Os contos reunidos nesta antologia deixam-nos a impressão de terem sido escritos sobre a fase política da Europa de hoje, ao trazerem à superfície o homem precário e anónimo, controlado pela política do Estado, depauperado pelo economicismo e pela plutocracia da Banca, disciplinado pelas organizações hierárquicas que cercam o quotidiano, endomingado pela moral fetichista da cultura de massas."
Filme mudo: Bancarrota Jazz
Apresentação do livro: O Jazz da Bancarrota e outros contos (nem sempre) grotescos de Paul van Ostaijen (1896-1928)
"Ostaijen notabilizou-se na sua obra poética, artística, narrativa e ensaística, deixando uma marca profunda na literatura flamenga. O autor encontra na sátira o meio de expressar o que a poesia calava. Estando convicto que, num mundo desencantado pela mentira instituída, o uso do grotesco, da farsa e do ultraje são os únicos meios de se aproximar da “verdade” e, desse modo, restituir ao humano a realidade e a lucidez crítica.
Os contos reunidos nesta antologia deixam-nos a impressão de terem sido escritos sobre a fase política da Europa de hoje, ao trazerem à superfície o homem precário e anónimo, controlado pela política do Estado, depauperado pelo economicismo e pela plutocracia da Banca, disciplinado pelas organizações hierárquicas que cercam o quotidiano, endomingado pela moral fetichista da cultura de massas."
quarta-feira, 14 de março de 2012
filmes à quinta - pare, escute e olhe
quinta-feira, 15 de Março - 20h30 ( jantar seguido de documentário)
Pare, Escute e Olhe - Jorge Pelicano, 2009 (100")
(português)
Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental. Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua, é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.
PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessa incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes.
Pare, Escute e Olhe - Jorge Pelicano, 2009 (100")
(português)
Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental. Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua, é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessa incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes.
quarta-feira, 7 de março de 2012
cinema à sexta: Mandinga em Manhattan e Os Índios do Tarrafal
sexta-feira, 9 de Março - 19h30 "Mandinga em Manhattan", 22h00 "Os Índios do Tarrafal"
Esta sexta-feira temos duas propostas cinematográficas para fechar a semana em grande!
Mandinga em Manhattan - Lázaro Faria (55')
Documentário que retrata a expansão da capoeira pelo mundo e seu refluxo para a Bahia, tendo como personagens principais os maiores mestres ainda em atividade. Dividindo em três momentos, o filme narra a história da capoeira, com relatos dos mestres João Grande e João Pequeno. Mostra também o movimento de saída dos capoeiristas brasileiros para o exterior na década de 80, época em que a capoeira se espalhou pelo mundo, estando presente em cerca de 150 países. Por fim, o filme apresenta os frutos dessa expansão em termos de imagem positiva para o Brasil, o que tornou Salvador, capital da Bahia, num centro de referência para a capoeira mundial.
Os Índios do Tarrafal - Luís Costa (45')
Dirigido por Luís Costa e rodado em Agosto de 2005 no Bairro de S. João de Deus, no Porto, este filme é o resultado de uma série de ateliês artísticos promovidos pela associação informal Fada Filmes com o apoio logístico do Centro Comunitário Educar é Prevenir.
Esta sexta-feira temos duas propostas cinematográficas para fechar a semana em grande!
Mandinga em Manhattan - Lázaro Faria (55')Documentário que retrata a expansão da capoeira pelo mundo e seu refluxo para a Bahia, tendo como personagens principais os maiores mestres ainda em atividade. Dividindo em três momentos, o filme narra a história da capoeira, com relatos dos mestres João Grande e João Pequeno. Mostra também o movimento de saída dos capoeiristas brasileiros para o exterior na década de 80, época em que a capoeira se espalhou pelo mundo, estando presente em cerca de 150 países. Por fim, o filme apresenta os frutos dessa expansão em termos de imagem positiva para o Brasil, o que tornou Salvador, capital da Bahia, num centro de referência para a capoeira mundial.
Os Índios do Tarrafal - Luís Costa (45')
Dirigido por Luís Costa e rodado em Agosto de 2005 no Bairro de S. João de Deus, no Porto, este filme é o resultado de uma série de ateliês artísticos promovidos pela associação informal Fada Filmes com o apoio logístico do Centro Comunitário Educar é Prevenir.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
cinema às quintas
quinta-feira, 1 de Março - 20h30 (jantar seguido de documentário)
Lúcio - Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, 2007 (93")
(castelhano)
"Lucio nasceu em Cascante, em Navarra no Estado espanhol, em 1931 e desde 1954 vive em Paris, activo, mantendo um centro chamado Louise Michel, onde se levam a cabo actividades culturais e solidárias.

Perito em falsificar documentos e imprimir propaganda anarquista, Lucio Urtubia foi alvo de mandatos de captura emitidos por tribunais internacionais, e inclusive pela CIA, em cinco ocasiões. A imprensa rotulava-o como o "bom bandido" ou o "Zorro Basco". Um dos episódios recriados no filme, que também inclui entrevistas e imagens da época, conta o maior golpe de Lucio, que teve lugar na década de 70. Ele conseguiu burlar o principal banco dos Estados Unidos, o First National Bank (hoje Citibank), falsificando cheques de viagem no valor de cerca de 20 milhões de Euros, causando assim uma das piores crises do banco e conseguindo financiar movimentos revolucionários por todo o mundo.
No filme ainda se recorda a colaboração de Lucio com Quico Sabaté, um dos máximos expoentes da guerrilha urbana contra Franco na Catalunha; com Eldridge Cleaver, dos Panteras Negras, e com vários grupos revolucionários da época. Também se traz à memória os encontros que manteve com André Breton, Albert Camus e Ernesto Che Guevara."
Lúcio - Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, 2007 (93")
(castelhano)
"Lucio nasceu em Cascante, em Navarra no Estado espanhol, em 1931 e desde 1954 vive em Paris, activo, mantendo um centro chamado Louise Michel, onde se levam a cabo actividades culturais e solidárias.

Perito em falsificar documentos e imprimir propaganda anarquista, Lucio Urtubia foi alvo de mandatos de captura emitidos por tribunais internacionais, e inclusive pela CIA, em cinco ocasiões. A imprensa rotulava-o como o "bom bandido" ou o "Zorro Basco". Um dos episódios recriados no filme, que também inclui entrevistas e imagens da época, conta o maior golpe de Lucio, que teve lugar na década de 70. Ele conseguiu burlar o principal banco dos Estados Unidos, o First National Bank (hoje Citibank), falsificando cheques de viagem no valor de cerca de 20 milhões de Euros, causando assim uma das piores crises do banco e conseguindo financiar movimentos revolucionários por todo o mundo.
No filme ainda se recorda a colaboração de Lucio com Quico Sabaté, um dos máximos expoentes da guerrilha urbana contra Franco na Catalunha; com Eldridge Cleaver, dos Panteras Negras, e com vários grupos revolucionários da época. Também se traz à memória os encontros que manteve com André Breton, Albert Camus e Ernesto Che Guevara."
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
cinema + jantar à quinta feira: a sociedade do espectáculo
quinta-feira, 16 de fevereiro 20h30 (jantar seguido de filme)
A sociedade do espectáculo - Guy Debord, 1973 (83")
(francês, legendado em português)
"Se a novelle vague subverteu a linguagem, 68 transgrediu seus limites. A radical dissociação da imagem e som, a provocação e o jogo selam o total rompimento com a narrativa tradicional hegemônica. Há, porém, um precursor, que já fazia filmes com este radicalismo desde os anos 50. Um autoproclamado doutor em nada, o mais maldito entre os pensadores do século XX, que publicara em 67 um dos textos que mais influenciaram maio de 68, A sociedade do espetáculo.

Guy Debord via a sociedade atual como uma sucessão de espetáculos. Um mundo mediado por imagens, onde o real já não é diretamente apreensível. O homem passa a viver um presente perpétuo, no qual a sucessão histórica é suspensa – substituída pela sucessão de imagens. O capitalismo chegara a tal grau de evolução que controlava o tempo livre dos trabalhadores, reificando valores consumistas. Este controle se dá fundamentalmente pela imagem, que substitui o real por sua representação, com o filtro de valores da classe que detêm os meios de produção da imagem, esta já também alienada pelo próprio mecanismo que criou. Através da imagem “espetacularizada”, os trabalhadores incorporam os valores da burguesia, ansiando por seus padrões de consumo. O espetáculo é “o auto-retrato do poder na época de sua gestão totalitária das condições de existência.” “O espetáculo não canta o poder e suas armas, mas a mercadoria e suas paixões.”
Último exemplo de radical romântico, da estirpe de Baudelaire e Rimbaud, Debord habita até hoje as mentes de jovens radicais. Coerente com suas idéias, fugiu a todo e qualquer comprometimento com a sociedade que negava, alimentando sua fama de maldito. Subverteu a noção de autoria aproveitando-se da ideia de détournement (desvio), “esta técnica de reaproveitamento que remonta, por um lado, à colagem dadaísta e, por outro, às citações deformadas adotadas por Marx e Lautréamont”. Détournement “habitualmente pode ser traduzido por desvio, mas também significa subtração (ou sequestro, apropriação) e distanciamento.” Debord se utiliza desta técnica para a escrita de seus textos e também para a realização de seu cinema. Apropria-se de imagens de outros filmes subvertendo-lhes o sentido. A publicidade, o cinema documental e as grandes produções cinematográficas são, assim, sequestradas de seu significado original para constituir um discurso antissistêmico.
Debord procurou quebrar todos os lastros estabelecidos da cultura burguesa. Levou ao extremo a negação da cultura midiática através da provocação e reflexão, rompendo qualquer lógica de sedução da imagem. Defendia um novo conceito de arte, anticapitalista, radical e sem concessões, que não separa a arte da vida, introduzindo uma série de conceitos que serão fundamentais para a compreensão do cinema nos anos 60. Frente à racionalidade instrumental e à mercantilização do mundo, as formas artísticas são retiradas “do repertório da festa, do jogo, da poesia, da libertação da palavra.” Negava a idéia de arte eternizada, estandardizada, e defende uma arte que amplie a vida ao invés de traduzi-la. “O segredo e o poder das teorias situacionistas da década de 60 explica-se por tentar associar o conteúdo da nova revolução, anunciada pela arte, aos meios práticos de sua realização.”
Entre as atividades que exerceu, a que mais lhe seduziu foi o cinema, o qual considerava seu verdadeiro ofício. Realizou desde os anos 50 alguns filmes, que influenciarão muitos cineastas, entre eles Godard, levando-os a ultrapassar as barreiras da linguagem tradicional, chegando aos limites do experimento. O radicalismo do grupo Vertov soa como um tímido détournement das experiências de Debord. É bom lembrar que, enquanto Godard foi assimilado e aplaudido pela elite que pretendia atacar, Debord se manteve marginal (nos diversos sentidos que esta palavra possa carregar). Frente à cultura burguesa, Godard era um provocador, Debord, um terrorista."
A sociedade do espectáculo - Guy Debord, 1973 (83")
(francês, legendado em português)
"Se a novelle vague subverteu a linguagem, 68 transgrediu seus limites. A radical dissociação da imagem e som, a provocação e o jogo selam o total rompimento com a narrativa tradicional hegemônica. Há, porém, um precursor, que já fazia filmes com este radicalismo desde os anos 50. Um autoproclamado doutor em nada, o mais maldito entre os pensadores do século XX, que publicara em 67 um dos textos que mais influenciaram maio de 68, A sociedade do espetáculo.

Guy Debord via a sociedade atual como uma sucessão de espetáculos. Um mundo mediado por imagens, onde o real já não é diretamente apreensível. O homem passa a viver um presente perpétuo, no qual a sucessão histórica é suspensa – substituída pela sucessão de imagens. O capitalismo chegara a tal grau de evolução que controlava o tempo livre dos trabalhadores, reificando valores consumistas. Este controle se dá fundamentalmente pela imagem, que substitui o real por sua representação, com o filtro de valores da classe que detêm os meios de produção da imagem, esta já também alienada pelo próprio mecanismo que criou. Através da imagem “espetacularizada”, os trabalhadores incorporam os valores da burguesia, ansiando por seus padrões de consumo. O espetáculo é “o auto-retrato do poder na época de sua gestão totalitária das condições de existência.” “O espetáculo não canta o poder e suas armas, mas a mercadoria e suas paixões.”
Último exemplo de radical romântico, da estirpe de Baudelaire e Rimbaud, Debord habita até hoje as mentes de jovens radicais. Coerente com suas idéias, fugiu a todo e qualquer comprometimento com a sociedade que negava, alimentando sua fama de maldito. Subverteu a noção de autoria aproveitando-se da ideia de détournement (desvio), “esta técnica de reaproveitamento que remonta, por um lado, à colagem dadaísta e, por outro, às citações deformadas adotadas por Marx e Lautréamont”. Détournement “habitualmente pode ser traduzido por desvio, mas também significa subtração (ou sequestro, apropriação) e distanciamento.” Debord se utiliza desta técnica para a escrita de seus textos e também para a realização de seu cinema. Apropria-se de imagens de outros filmes subvertendo-lhes o sentido. A publicidade, o cinema documental e as grandes produções cinematográficas são, assim, sequestradas de seu significado original para constituir um discurso antissistêmico.
Debord procurou quebrar todos os lastros estabelecidos da cultura burguesa. Levou ao extremo a negação da cultura midiática através da provocação e reflexão, rompendo qualquer lógica de sedução da imagem. Defendia um novo conceito de arte, anticapitalista, radical e sem concessões, que não separa a arte da vida, introduzindo uma série de conceitos que serão fundamentais para a compreensão do cinema nos anos 60. Frente à racionalidade instrumental e à mercantilização do mundo, as formas artísticas são retiradas “do repertório da festa, do jogo, da poesia, da libertação da palavra.” Negava a idéia de arte eternizada, estandardizada, e defende uma arte que amplie a vida ao invés de traduzi-la. “O segredo e o poder das teorias situacionistas da década de 60 explica-se por tentar associar o conteúdo da nova revolução, anunciada pela arte, aos meios práticos de sua realização.”
Entre as atividades que exerceu, a que mais lhe seduziu foi o cinema, o qual considerava seu verdadeiro ofício. Realizou desde os anos 50 alguns filmes, que influenciarão muitos cineastas, entre eles Godard, levando-os a ultrapassar as barreiras da linguagem tradicional, chegando aos limites do experimento. O radicalismo do grupo Vertov soa como um tímido détournement das experiências de Debord. É bom lembrar que, enquanto Godard foi assimilado e aplaudido pela elite que pretendia atacar, Debord se manteve marginal (nos diversos sentidos que esta palavra possa carregar). Frente à cultura burguesa, Godard era um provocador, Debord, um terrorista."
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
cinema: end:civ + jantar
quinta-feira, 9 fevereiro 20.00 - 21.30 (jantar seguido de filme)
End:Civ - Franklin López (75'')
Inglês (legendado em português)

"Ao longo de uma paisagem devastada, de imagens que nos transportam das rotinas do nosso quotidiano até aos nossos mais temíveis pesadelos, faz-se um exame das causas e consequências da devastação ambiental e destruição animal que impera hoje no nosso mundo.
A partir de algumas das premissas do livro "Endgame" de Derrick Jensen, End:Civ é um documentário que procura perpassar, utilizando diversas narrativas, os mais diferentes aspectos de uma cultura ecocída e genocída, que não olha a meios para atingir os fins, ainda que esses meios sejam por si mesmo suicídas.
Nesse percurso, faz-se uma análise da forma como os diversos recursos naturais são consumidos, deixando para trás uma paisagem de desolação, a forma como a violência sistematizada e institucionalizada é utilizada, destruindo paisagens e outras culturas, e a forma como podemos resistir a essa cultura civilizacional de morte. "
End:Civ - Franklin López (75'')
Inglês (legendado em português)

"Ao longo de uma paisagem devastada, de imagens que nos transportam das rotinas do nosso quotidiano até aos nossos mais temíveis pesadelos, faz-se um exame das causas e consequências da devastação ambiental e destruição animal que impera hoje no nosso mundo.
A partir de algumas das premissas do livro "Endgame" de Derrick Jensen, End:Civ é um documentário que procura perpassar, utilizando diversas narrativas, os mais diferentes aspectos de uma cultura ecocída e genocída, que não olha a meios para atingir os fins, ainda que esses meios sejam por si mesmo suicídas.
Nesse percurso, faz-se uma análise da forma como os diversos recursos naturais são consumidos, deixando para trás uma paisagem de desolação, a forma como a violência sistematizada e institucionalizada é utilizada, destruindo paisagens e outras culturas, e a forma como podemos resistir a essa cultura civilizacional de morte. "
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
cinema: a traição pela técnica + jantar
segunda, 30 janeiro 20h00 (seguido de jantar e conversa)
A traição pela Técnica - Um Retrato de Jacques Ellul (50'')
Françês, legendado em português, 1994
Jacques Ellul nasce de família pobre em Bordéus, em 1912, e morre em 1994 em Pessac, não muito longe do campus universitário onde ensinou quase toda a sua vida. Acompanhou e apoiou a revolução e a guerra civil de Espanha (1936/39). Participou na resistência ao nazismo.
Depois da libertação, numa França ocupada intelectualmente pelo comunismo e o existencialismo, Ellul, anti-fascista, mas também anti-totalitário, fica deslocado. Ecologista antes do tempo e crítico da ecologia política, envolve-se, juntamente com o seu amigo Charbonneau, em distintos movimentos a favor da Natureza.
Crítico de inspiração libertária da sociedade moderna, escreveu mais de cinquenta livros sobre todas as questões importantes da nossa época, antecipando-se a todas elas. Analisa particularmente a que para ele, e para nós, é a mais importante: a Técnica. Como Marx foi o analista do Capital, Ellul tornou-se no analista da Técnica.
O vídeo que vamos ver é uma entrevista em que Ellul fala do significado da Técnica e as suas implicações na organização social e na vida em geral.
A traição pela Técnica - Um Retrato de Jacques Ellul (50'')
Françês, legendado em português, 1994
Jacques Ellul nasce de família pobre em Bordéus, em 1912, e morre em 1994 em Pessac, não muito longe do campus universitário onde ensinou quase toda a sua vida. Acompanhou e apoiou a revolução e a guerra civil de Espanha (1936/39). Participou na resistência ao nazismo.
Depois da libertação, numa França ocupada intelectualmente pelo comunismo e o existencialismo, Ellul, anti-fascista, mas também anti-totalitário, fica deslocado. Ecologista antes do tempo e crítico da ecologia política, envolve-se, juntamente com o seu amigo Charbonneau, em distintos movimentos a favor da Natureza.Crítico de inspiração libertária da sociedade moderna, escreveu mais de cinquenta livros sobre todas as questões importantes da nossa época, antecipando-se a todas elas. Analisa particularmente a que para ele, e para nós, é a mais importante: a Técnica. Como Marx foi o analista do Capital, Ellul tornou-se no analista da Técnica.
O vídeo que vamos ver é uma entrevista em que Ellul fala do significado da Técnica e as suas implicações na organização social e na vida em geral.
domingo, 15 de janeiro de 2012
ciclo de cinema misterioso
Proposto e coordenado por um miudo que pelo Es.Col.A anda, na próxima semana, as matinés são reservadas a cinema de misterio e aventura :)
segunda, 16 janeiro 17h30
Harry Potter e a Pedra Filosofal
duração 152' - dobrado em português
terça, 17 janeiro 17h30
Harry Potter e a Câmara dos Segredos
duração 161' - dobrado em português
quarta, 18 janeiro 17h30
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
duração 142' - dobrado em português
quinta, 19 janeiro 17h30
Harry Potter e o Cálice de Fogo
duração 157' - dobrado em português
sexta, 20 janeiro 17h30
Harry Potter e a Ordem da Fénix
duração 138' - Inglês, legendado em português
sábado, 21 janeiro 16h00
Harry Potter e o Principe Misterioso
duração 153' - Inglês, legendado em português
domingo, 22 janeiro 16h00
Harry Potter e os Talismãs da Morte (Parte 1 e 2)
parte 1: duração 146' - Inglês, legendado em português
parte 2: duração 130' - Inglês, legendado em português
segunda, 16 janeiro 17h30Harry Potter e a Pedra Filosofal
duração 152' - dobrado em português
terça, 17 janeiro 17h30
Harry Potter e a Câmara dos Segredos
duração 161' - dobrado em português
quarta, 18 janeiro 17h30
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
duração 142' - dobrado em português
quinta, 19 janeiro 17h30Harry Potter e o Cálice de Fogo
duração 157' - dobrado em português
sexta, 20 janeiro 17h30
Harry Potter e a Ordem da Fénix
duração 138' - Inglês, legendado em português
sábado, 21 janeiro 16h00
Harry Potter e o Principe Misterioso
duração 153' - Inglês, legendado em português
domingo, 22 janeiro 16h00
Harry Potter e os Talismãs da Morte (Parte 1 e 2)
parte 1: duração 146' - Inglês, legendado em português
parte 2: duração 130' - Inglês, legendado em português
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
filmes da oficina de vídeo
Foi já há mais de um mês que aconteceu a oficina de vídeo no Es.Col.A "O meu bairro como nunca o visto". Três pequenos vídeos saíram da oficina. Não os percas :D
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
cinema de animação
O CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho - teve início em 1976 e é uma referência no panorama mundial do cinema de animação. Este ano celebrou a sua 35ª edição com um conjunto de 75 filmes em competição nacional e internacional.
A Es.Col.A convida todos a aproveitarem a oportunidade de assistir ao que de melhor se faz na animação mundial através da exibição de duas sessões especiais. A começar, dia 20 de Dezembro serão exibidos todos os filmes premiados do CINANIMA 2011. No dia 21 de Dezembro, e a pensar nas férias de Natal, temos uma sessão especialmente dedicada às crianças mas onde toda a família está convidada.
20 dezembro, 19h00

21 dezembro, 17h00
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quando o cinema toma a escola de assalto
16, 17 e 18 dezembro 2011
...é já no próximo fim de semana que o cinema vai parar à sala mais alta da invicta...
6ª feira, 16
de Dezembro 21.30
...é já no próximo fim de semana que o cinema vai parar à sala mais alta da invicta...
6ª feira, 16
de Dezembro 21.30Zero em comportamento (1933) de Jean Vigo
duração 43' - Francês com leg. português
Num internato com severas regras de comportamento um grupo de rapazes e raparigas decide, num dia de festa, rebelar-se contra a sua autoridade.
duração 43' - Francês com leg. português
Num internato com severas regras de comportamento um grupo de rapazes e raparigas decide, num dia de festa, rebelar-se contra a sua autoridade.
Onde fica a casa do meu amigo? (1987) de Abbas Kiarostami
duração 83' - Persa com leg. português
duração 83' - Persa com leg. português
A odisseia dum rapaz de 8 anos que percorre os caminhos duma aldeia iraniana que o levam à longínqua terra vizinha para entregar o caderno da escola ao seu amigo.

domingo, 18 de Dezembro 16.00 matinê!
Os quatrocentos golpes (1959) de François Truffaut
duração 99' - Francês com leg.português
Farto das suas regras um rapaz de parisiense, Antoine Doinel, deixa de frequentar a escola trocando-a por salas de cinema e pela vida de rua onde encontra a cumplicidade dos seus amigos em pequenas aventuras.

domingo, 18 de Dezembro 16.00 matinê!
Os quatrocentos golpes (1959) de François Truffaut
duração 99' - Francês com leg.português
Farto das suas regras um rapaz de parisiense, Antoine Doinel, deixa de frequentar a escola trocando-a por salas de cinema e pela vida de rua onde encontra a cumplicidade dos seus amigos em pequenas aventuras.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
dia da pedagogia libertária
14h00 Filme: Paideia:Escuela Libre - 15 anos de Educação Anti-Autoritario
16h00 Conversa sobre criação de um projecto educativo anti-autoritario
18h00 Concerto Agentx do Khaus (myspace.com/agentxdokhaus)
20h00 Jantar
21h30 Filme: Die Welle
Outras actividades acontecem sem hora marcada: serigrafia, pintura de mural, zine a4kids, etc.
10 de Dezembro vai ser mais um sábado repleto de actividades na Es.Col.A da Fontinha, desta vez dedicado à educação libertária.
A educação libertária privilegia a liberdade individual e o respeito mútuo, recusa a autoridade e a submissão hierárquica. Nesse sentido, nega e demonstra que os valores impostos pela educação pública, privada ou religiosa não são as únicas vias possíveis.
Em forma de conversas, de pinturas serigráficas e murais sobre o tema, e visualização do filme Paideia, escuela libre. 15 años de educación anti-autoritaria, vamos conhecer formas alternativas de aprender e perceber como o papel da educação pode ser a transformação do indivíduo e por consequência da sociedade, com princípios assentes na autogestão, no anti-autoritarismo e na educação integral.
Vai ser dia e noite e diz que vai ser espectacular e tudo!

Paideia:Escuela Libre - 15 anos de Educação Anti-Autoritario
1993, em castelhano, 56'
Vídeo produzido pela Escola Livre Paideia, em 1993, em que celebra seu 15º aniversário e narra suas experiências e métodos de ensino durante seus primeiros anos.

Die Welle, de Dennis Gansel
2008, Alemanha, 108'
Rainer Wenger é um daqueles professores modernos de que todos os alunos gostam, a sua informalidade tornando-o preferido face a outros professores mais tradicionais. Ele mede a sua eficácia como professor por essa admiração. No projecto semanal que ele deve desenvolver com uma turma, calha-lhe a temática da ‘Autocracia’, quando ele tinha expressado a sua preferência pela ‘Anarquia’, um assunto que ele viveu na pele na sua juventude.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
cinema comunitário: os edukadores
sábado, 3 dezembro 20h00Os Edukadores, de Hans Weingartner
2004, Alemanha, 128'
Legendado em português
Legendado em português
Jan e Peter são amigos e activistas revolucionários auto-denominados Os Edukadores. A sua acção baseia-se em invadir mansões de milionários em férias, e redecorá-las com frases anti-sistema como: «Os vossos dias de abundância estão contados».
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
cinema comunitário: do outro lado
sábado, 26 de novembro 20h00


Após visitar diversas vezes uma prostituta turca, Ali Aksu, um turco instalado na Alemanha, propõe-lhe que abandone a prostituição e venha viver com ele.
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