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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

a escola agora



21 de Agosto, terça-feira

Depois de 4 meses de abandono e 2 dias de "trabalho" por parte de 3 funcionários e um encarregado da empresa de construção Nortejuvil munidos de picaretas e marretas, este é o estado da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, durante um ano devolvida à comunidade e transformada em Espaço Colectivo Autogestionado.































segunda-feira, 30 de abril de 2012

amanhã, da Fontinha aos Aliados


(vídeo solidário de Joaquim Pavão)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

na fontinha não há rei nem rainha



A história do Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha, pelos próprios intervenientes.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

resumo 41ª assembleia (extraordinária)


Perante a recolha de novas informações sobre as implicações legais da situação atual do Es.Col.A, foi considerado necessário realizar uma assembleia extraordinária. De inicio, foi partilhado o teor de uma conversa com advogados, onde a ideia essencial consiste no facto de que se o contrato enviado pela Câmara não for assinado o despejo pode ser imediato e não necessita de pré-aviso. A partir daqui as intervenções que surgiram incidiram na importância de redefinir estratégias e de reorganizar algumas estruturas do Es.Col.A.

Entre todos os presentes foi consensual fazer uma nova mobilização da acampada através de um novo comunicado para o exterior, e, ao mesmo tempo, elaborar e publicar uma carta aberta a expor a argumentação do Es.Col.A.
Outros aspetos focados e com implicações imediatas foram a necessidade de retomar a dinâmica em relação aos grupos de trabalho, distribuir tarefas de acordo com as prioridades, e organizar uma rede de contatos. Neste caso, decidiu-se abordar estes assuntos na assembleia extraordinária a realizar no dia 1 de abril, para dar espaço a que surjam novas contribuições e disponibilidades.

Com todas as atividades recente as despesas aumentaram e a assembleia aproveitou para fazer uma atualização das finanças do Es.Col.A. Perante os resultados ficou decidido aproveitar o fim de semana da acampada, entre outras iniciativas, para arranjar formas de angariação de fundos e apelar à livre contribuição de todos que frequentam o espaço.

resumo 40ª assembleia


Cerca de trinta pessoas estiveram presentes na 40ª assembleia. Os representantes do Es.Col.A que se tinham reunido no dia anterior com a vereadora Guilhermina Rego começaram por informar o teor da conversa à assembleia. A vereadora comunicou que a CMP só necessitará do edifício em junho de 2012 mas que a nossa permanência até essa data dependeria da assinatura de um contrato de cedência temporária, não renovável, que a CMP enviou por email no dia desta assembleia. A vereadora notificou que há um projecto para o edifício, mas não adiantou qual a natureza do projeto. Apenas nos foi dito que poderia haver hipótese de “casar este projeto da CMP com o Es.Col.A”. Posteriormente, debateu-se o conteúdo da tal minuta de contrato de cedência temporária. Foi unânime a vontade de não o assinar, visto se tratar de um contrato/ultimato de “despejo” em vez de um contrato de cedência.

Entre as cláusulas do documento, destacam-se:
“Cláusula 3ª – A cedência do gozo do imóvel identificado na cláusula antecedente é temporária”;
“Cláusula 5ª – A cedência tem início na data de assinatura do presente contrato e termina no dia 30 de Junho de 2012”;
“Cláusula 6ª – As obras de remodelação e adaptação do imóvel que se afigurem necessárias são da responsabilidade da Segunda Outorgante” e exige a “aprovação do primeiro autorgante” (CMP). Deste modo, para além de sermos despejados o mais tardar em Junho de 2012, teríamos de fazer as obras que a CMP achasse convenientes, sermos nós a financiá-las e depois entregar o imóvel em “bom-estado” à CMP. Acaba por ser irónico que a CMP que nunca zelou pelo edifício venha agora falar em “obras necessárias” e “bom estado de preservação do imóvel”.
Cláusula 8ª – É condição suficiente para “resolver” (cessar) o contrato a “permanência no imóvel cedido, de pessoas estranhas ao seu funcionamento”.

Seguidamente, discutiu-se que resposta dar à CMP. Surgiram opiniões diversas tendo-se destacado estas 4 posições:
- consultar um advogado;
- apresentar uma contra-proposta do contrato;
- responder que não aceitamos o contrato e denunciar a postura de não-negociação da CMP e o carácter de ultimato da minuta de contrato;
- suspender qualquer tipo de resposta à CMP uma vez que é inadmissível esta postura de intimidação.
Definiu-se que a nossa resposta ao contrato seguiria sobre a forma de carta-aberta cujo conteúdo salientasse:
- que se trata de um contrato de despejo, em vez de um contrato de cedência;
- que o contrato apenas adia a data do despejo;
- que a CMP só tentou negociar com o Es.Col.A devido a pressões políticas;
- que a CMP tem um historial de má-fé e já provou ser uma entidade que não cumpre os compromissos;
- que a atitude da CMP é intimidadora, discriminatória e o contrato mais se assemelha a um ultimato;
- que não salvaguarda o interesse de ambas as partes
- que a atitude da CMP em relação ao projecto Es.Col.A é de desprezo e distanciamento.

Posteriormente fez-se um apelo para divulgar nas redes de contactos o programa de atividades previstas para os dias 29 março a 1 abril que incluíam uma acampamento permanente no pátio do Es.Col.A. Ficaram também previstas ações de rua inseridas nas manifestações do dia 31M (dia de ação anti-capitalista), um convite para participar num encontro organizado pelo sindicato Alemão Ver.di a 29 de Abril para falar sobre a crise e protestos em Portugal. Relativamente ao balanço financeiro, fez-se nota das recentes despesas com advogados, manutenção, cartazes e estão em falta cerca de 500€. Espera-se que os festejos do fim-de-semana possam equilibrar a situação financeira.

segunda-feira, 26 de março de 2012

resumo 39ª assembleia


A 39ª assembleia contou com cerca de três dezenas de pessoas. Tendo como contexto a notícia avançada pelos meios de comunicação social anunciando a suspensão do despejo do Es.Col.A, começou-se por discutir o convite feito pela Câmara para um encontro no dia 26 de março.

As primeiras intervenções alertaram para o facto de a suspensão não ser um dado adquirido e que esta notícia pode provocar algum desleixo, por isso é necessário manter a dinâmica do projeto. Foi mesmo colocada a hipótese de esta mudança de estratégia por parte da Câmara ser uma jogada com o objetivo de retirar força ao coletivo.
Por outro lado, a situação atual torna o diálogo inevitável e comparecer na reunião é importante, pois permite obter mais informações (o porquê da suspensão do despejo e quais as intenções da autarquia para o espaço) e evita um confronto desnecessário.
Neste momento todos os presentes concordaram em aceitar o convite para reunir, sendo que, dois dos presentes voluntariaram-se para comparecer no edifício da Câmara, no dia 26 de março pelas 18h00.

Passando para outros assuntos, foram partilhadas informações relativas aos dias de atividades extraordinárias no Es.Col.A, entre os dias 28 de março e 1 de abril. A assembleia aprovou as propostas feitas pelo grupo organizador, salientando que será necessário um grande esforço de logística e disponibilidade.

Como uma assembleia do Es.Col.A sem novas propostas de actividades nem parece assembleia, esteve presente uma pessoa para apresentar a sua intenção de levar a cabo uma oficina de gestão de tempo e inteligência emocional numa das salas do Es.Col.A. A iniciativa foi aprovada e está agendada para o dia 14 de abril, sendo aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia.
Também foi aprovada a proposta de uma noite dedicada à resistência contra mega-empreitadas, com filme e debate sobre o ACTUA (Acampamento pelo Vale do Tua), assim como a associação das actividades a decorrer no Es.Col.A entre os dias 28 de março e 1 de abril ao M31 – dia europeu de ação contra o capitalismo. Outra proposta aceite tem a ver com a possibilidade de construir um estúdio de música no edifício, após o sucesso da experiência musical realizada por alguns membros do coletivo moradores na Fontinha. Ficou ainda no ar a hipótese de realizar de um concerto de angariação de fundos para o apoio legal relativo ao despejo policial do dia 10 de maio de 2011.

O último assunto discutido foi a segurança dos fundos de maneio do Es.Col.A. A sugestão mais consensual implica que pelo menos uma pessoa se encarregue das finanças pessoalmente, deixando disponível no edifício a quantia suficiente para lidar com as necessidades quotidianas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

resumo 38ª assembleia


Esta assembleia iniciou-se com a presença de 34 pessoas, e vários contributos via email de outras que não puderam comparecer.

O primeiro assunto em discussão nesta assembleia foi o telefonema da Câmara uma pessoa ligada ao coletivo convocando uma reunião para o dia imediatamente a seguir (neste caso quarta-feira).
A primeira questão levantada relacionou-se com o facto de a Câmara insistir em se dirigir a pessoas individuais e não ao Es.Col.A como entidade coletiva, cujos assuntos e questões são debatidos e decididos em assembleia. Em unanimidade decidiu-se reafirmar que o Es.Col.A responde como entidade coletiva e não como pessoas individuais. Esta questão deveria ser esclarecida com a Câmara no diálogo a estabelecer com ela e com a comunidade em geral sob a forma de um cartaz.

Em relação à reunião convocada pela Câmara, surgiram duas posições:
1) Alguém em representação da assembleia iria à Câmara reunir;
2) Convidar a vereadora ou alguém da Câmara a virem à próxima assembleia.

Este ponto foi sem dúvida o mais debatido da assembleia, pois apesar de todos considerarem que se deveria ir pela via do diálogo não confrontador, houve divergência de opiniões em relação à participação ou não na reunião. Algumas pessoas consideravam que seria interessante ir à reunião numa perspetiva de recolher informação, porque poderia ser uma hipótese para haver um diálogo, ou então só para entregar pessoalmente a carta do Es.Col.A. Contudo, esta possibilidade foi bloqueada por alguns dos participantes na assembleia que consideraram que isso poderia ser um retrocesso ou o início de um novo processo burocrático, tendo como referência o processo anterior que desgastou o grupo. Assim, decidiu-se escrever uma carta dirigida à vereadora do Conhecimento e Coesão Social convidando-a a comparecer na próxima assembleia, a decorrer dia 20 de março no Es.Col.A. Esta seria também uma oportunidade de elaborar uma segunda carta aberta a partilhar com a comunidade. A seguir, restava esperar pela resposta da Câmara ao convite, que no caso de ser negativa seria possivelmente um tema a debater na próxima assembleia.

Em seguida fez-se o ponto de situação dos diferentes grupos de trabalho, que partilharam alguns aspetos e prioridades relacionados com logística. O grupo de animação artística recebeu um feedback em relação às ações da sexta-feira anterior, considerado “excelente” pelos presentes.

Finalmente apresentaram-se e aprovaram-se as propostas recebidas para futuras ações, nomeadamente:
- Sessões explicativas de economia em alguns fins-de-semana por Alexandre Freitas;
- Apresentação do próximo número da revista O Buraco, com página central dedicado ao Es.Col.A no dia 30 ou 31 de março;
- Registo do Es.Col.A no site Liberdade 365 da Tertúlia Liberdade, para divulgação a nível nacional através de notificações no email e facebook;
- Montagem de rede wireless comunitária pelo grupo Hacklaviva, no dia 17 de março .
- Confirmação de jantar comunitário organizado pela Assembleia Popular do Porto, no dia 18 de março.
- Concertos a realizar na festa do dia 31 de março.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

o que se vai vendo pela Es.Col.A.


é que também as crianças não aceitam as aparentes intenções da "cambara"







quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

resumo da 30ª assembleia


Esta última assembleia serviu como um ponto de situação do projeto e teve bastante participação da comunidade, contrariamente ao que se tinha registado nas assembleias anteriores. Começou-se por enumerar as atividades que correram bem ao longo dos meses, e as potencialidades deste espaço físico para vários projectos. Foi apontada a necessidade de falar sobre os aspetos negativos para se poder melhorar o funcionamento do projeto.

Entre os aspetos mais negativos do processo, focou-se a falta de participação nas Assembleias (por vezes reduzida a 8-10 elementos), a diminuição do número de pessoas que ajudam a dinamizar o espaço e do mau ambiente criado por conflitos pessoais que desgastaram as relações na comunidade Es.Col.A. A diminuição do número de pessoas provocou um aumento da responsabilidade e de pressão num pequeno grupo de pessoas que não é sustentável a longo termo. A posse das chaves é também um encargo demasiado grande para manter em poucas pessoas, tendo-se decidido fazer algumas cópias para distribuir essa responsabilidade por um maior número de pessoas. A este respeito, fez-se uma colheita de donativos pelos participantes da assembleia, havendo já uma pessoa responsável por tirar cópias – o problema está, assim, a ser resolvido (haverá mais 5 chaves para o portão e porta do edifício; as restantes chaves das salas ficarão num chaveiro no interior do edifício).

Referiu-se também que estamos no Es.Col.A porque queremos trabalhar em grupo e que, quando há pessoas envolvidas em algo é inevitável (e até desejável) haverem problemas, temos é de aceitar esse facto e tentar arranjar formar de os resolver quando eles aparecem, porque no fim estamos todos a lutar para o mesmo; os aspectos positivos têm sido maiores que os negativos, sendo necessário pensar numa forma de tratar os problemas e de melhorar a comunicação entre as pessoas que têm dinamizado o Es.Col.A.

Foi apontado o facto das aulas de Pilates para seniores nunca terem chegado a acontecer, causando transtornos a alguns vizinhos que se dirigiram ao Es.Col.A para participar nessa atividade programada. Este incumprimento por parte da proponente da atividade afeta o colectivo, o respeito dos outros pelo coletivo Es.Col.A e a imagem que os vizinhos têm deste. É necessário haver responsabilidade individual para haver confiança em novas propostas.

Surgiu uma nova proposta de atividade: uma oficina de animação – uma curta ou um stop-motion nos muros do Es.col.a. Esta atividade foi aprovada e acontecerá em Janeiro, destinada a qualquer interessad@s), de qualquer idade.
Há também uma proposta para a passagem de ano: atividades diversas durante a tarde + festa de anos de um miúdo que frequenta o Es.Co.A. Estende-se o convívio até às 12 badaladas. Resposta positiva do grupo da cozinha que tem respigado alimentos no mercado abastecedor e entregado os doces confecionados no Es.Col.A e as folhas de notícias. Os comerciantes têm valorizado bastante o projecto Es.Col.A. Foi feito um apelo às pessoas do bairro para participarem na próxima recolha de alimentos – a ida ao mercado para a festa será feita na próxima sexta-feira e o ponto de encontro é no Es.Col.A ás 17h00.

As Searas do Canto reúnem-se na próxima segunda (2 de janeiro) para ensaiar e cantar as Janeiras pelo bairro. Ficou também a expressa a vontade de se organizarem novos concertos.

A responsabilidade da facturação da Internet ficou tratada.

O grupo de reconhecimento e levantamento de necessidades do bairro não tem estado a funcionar: é necessário reformular este grupo para se perceber se estamos a responder às necessidades das pessoas do bairro, podendo o grupo servir para estender a ideia da auto-gestão com que se gera o Es.Col.A para fora dos seus portões, tentando estar atento ao que se passa no bairro, apoiando a população para esta ser ouvida no que toca a decisões que vão alterar o funcionamento do bairro ou a arquitectura deste. Reconheceu-se que não basta bater porta-a-porta e perguntar aos moradores o que eles necessitam, pois nem todas as pessoas se sentem "à vontade" para falar abertamente num primeiro contacto. É importante que o Es.Col.A se envolva no que acontece no bairro, desde o abate das árvores do largo pela CMP até ao buraco da estrada na rua ao lado. O Es.Col.A deve estimular a discussão no bairro dos assuntos que dizem respeito ao bairro e apoiar os moradores a fazerem-se ouvir. Falou-se do abate das acácias do Largo da Fontinha pela CMP já que nem os moradores, nem a própria junta de Freguesia tiveram conhecimento das razões que motivaram o tal abate. Sobre este assunto ficou decidido que se vai redigir um texto a publicar na próxima folha de Notícias.

O próximo jantar temático ficou marcado para dia 6 janeiro com o tema "Ser o bairro" e a assembleia geral para dia 10 de janeiro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ciclocozinha


Aproveitando a visita de companheiros da bikekitchen de Viena (Austria), começamos a reavivar a ciclooficina do Porto. Esta semana vamos estar na Es.Col.A todas as tardes a conspirar culinária ciclista e a reanimar carcaças de ferro, aceitam-se doações de materiais.
Vai-se tentar construir mais monstros a pedais.
Aparece :)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

filmes da oficina de vídeo


Foi já há mais de um mês que aconteceu a oficina de vídeo no Es.Col.A "O meu bairro como nunca o visto". Três pequenos vídeos saíram da oficina. Não os percas :D

domingo, 18 de dezembro de 2011

resumo da 29ª assembleia


A 29ª assembleia, marcada novamente pela fraca presença, terminou com a presença de 12 pessoas. Iniciou-se pela avaliação das atividades das últimas semanas.

A oficina de Clown, que decorreu todas as noites da semana anterior, foi participada e ficou a ideia de a repetir no próximo ano com mais tempo. O dia da Educação Libertária foi um sucesso mas notou-se uma participação bastante díspar, comparada com o fenómeno de divulgação nas redes sociais, pelo que ficou a ideia de apostar também noutras formas de divulgação. Nesse dia ficou instalada a nova oficina de serigrafia e começou a abrir-se os primeiros quadros serigráficos.

Também na última semana aconteceu o primeiro jantar popular temático que, na opinião geral, foi um sucesso que trouxe bastante gente novamente ao Es.col.a.
O grupo do Apoio Educativo reuniu entretanto e começou já a mudar os computadores para a cantina, para não perturbar as atividades da biblioteca.
A oficina e a loja livre têm novos espaços. Referiu-se também que a sala onde decorre a oficina de instrumentos se encontra sempre aberta e com instrumentos espalhados. O espetáculo de clown foi muito participado e aplaudido mas também não aconteceu a arrumação do espaço que seria o concluir duma atividade bem sucedida, o que levou a reforçar a ideia de que é preciso incutir espírito de autogestão e responsabilidade.

Durante o segundo ponto da assembleia, dedicado aos media, foram lidos vários emails de jornalistas. Decidiu-se continuar a remeter para o blog os pedidos de informação sobre o Es.col.a.

Definiu-se um grupo responsável pela logística e temática do próximo jantar popular temático que acontecerá dia 23 de dezembro. Será divulgada mais informação atempadamente.

Surgiu esta semana a ideia de uma “festa de natal” vinda de um dos miúdos que pelo es.col.a andam. O programa em construção já incluía então oficinas para crianças, cinema e jantar e já um poster para divulgação. Falou-se também duma proposta de um ciclo de cinema de animação para os dias 20 e 21.

Para terminar a assembleia, houve um ponto que não estava previsto, que chegou por correio, as contas de internet do último mês que estão por pagar: foi proposto nas próximas atividades participadas (que não aconteceu nesta assembleia) fazer uma coleta.

Pela presença de poucas pessoas e o carácter prático dos pontos em agenda a assembleia durou menos de uma hora.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

resumo temático: visão do es.col.a


No dia 29 de novembro, foram mais ou menos dez pessoas que participaram na assembleia temática. O assunto na mesa foi uma partilha das visões pessoais sobre a es.col.a. Mas em vez de uma simples troca de ideias, as pessoas presentes concordaram em fazer uma abordagem um bocado diferente do que se podia estar à espera sobre uma assembleia com o tema acima referido.

Foi fácil e rápido chegar a uma visão partilhada sobre a es.col.a: um lugar onde é posto o foco em iniciativas práticas dos seus participantes. Um bocado cansados de assuntos e discursos demasiado abstratos, e conversas no mundo virtual que não têm corrido da melhor forma, quem compareceu decidiu que o resto da assembleia ia ser dedicada à questão: o que é que os participantes desta assembleia podiam fazer para dar um novo impulso à dinâmica da es.col.a.?

Tendo em conta o baixo número de pessoas desta e de outras assembleias, decidiu-se que, pelo menos temporariamente, se deviam suspender as assembleias temáticas. Assim, voltamos outra vez a ter assembleias só de duas em duas semanas, sendo a próxima na terça feira, dia 12 de dezembro as 18:30.

Mas reconhecendo também que era preciso pensar numa alternativa para substituir as assembleias temáticas e para dar esse impulso intencionado, surgiu a ideia de começar a organizar jantares populares temáticos nas semanas em que não há assembleia. Na perspetiva dos membros da assembleia de 29 de novembro, um jantar podia resultar numa aproximação de mais pessoas e poderia criar os momentos informais durante os quais assuntos de natureza mais ideológica podiam ser debatidos. Foi pensado que para cada jantar popular, que acontecerá então de duas em duas semanas, um outro grupo tomará conta da cozinha, confecionando o prato principal. Obviamente, no espírito da autogestão, as pessoas são sempre convidadas a trazer bebidas, entradas e/ou sobremesas. O grupo também se responsabiliza por organizar alguma coisa à volta dum tema escolhido previamente. Em todas as assembleias será decidido quem faz parte do grupo de pessoas que tratará do jantar. Mas também será feito um esforço de envolver dinamizadores e grupos de atividades. Tudo isso para promover um exercício onde as pessoas possam viver e pôr em prática os valores do projeto da es.col.a.

O primeiro jantar popular temático será organizado pelos participantes desta última assembleia e foi marcado para a próxima quarta-feira, a partir das 18:30. Além dum prato principal vegetariano serão oferecidas pelo grupo uma série de ferramentas que aparecerão tanto no mundo virtual (divulgado na lista de email e facebook) como no mundo real, ou seja, o pátio, a cantina, etc., para as pessoas poderem partilhar a sua visão da es.col.a.
A ver se isto promove discussões interessantes sobre um tema que sem dúvida é importante!

Com esta decisão/iniciativa, os participantes desta última assembleia, que acabou por ser uma assembleia muito mais prática do que se tinha antecipado, não quiseram perder a oportunidade de mandar uma mensagem implícita mas importante:
Com a es.col.a queremos construir uma dinâmica bem diferente das dinâmicas que dominam a nossa sociedade, que é regulada por uma democracia representativa. Dentro da es.col.a, a assembleia tem um papel bastante diferente do papel do parlamento que existe na sociedade à nossa volta. Os participantes desta assembleia gostavam de ver, promover e viver uma dinâmica na es.col.a onde a iniciativa, ou seja, a ação, tem mais valor que o discurso. Ou melhor, onde o ‘discurso’ serve para refletir sobre a ação, não para a impedir. E que as assembleias, por isso, são compostas por pessoas que acabam por ser mais inclinadas para a ação do que para o discurso. Estas assembleias são momentos e lugares de inclusão, que facilitam a criação duma ‘massa crítica’ para garantir as iniciativas que estão na base do funcionamento diário da es.col.a.

sábado, 26 de novembro de 2011

resumo assembleia sobre objetivos


Foi temática a Assembleia do dia 15 de novembro de 2011, tendo como objetivos discutir os seguintes tópicos:
  • devolução do espaço antes abandonado a um uso focado no bairro e nos participantes no projeto;
  • autogestão;
  • objetivo político de libertação de espaços;
  • intervenção na educação da comunidade como forma de mostrar alternativas à sociedade;
  • abertura ao bairro;
  • funcionamento como exemplo passível de ser replicado noutros locais;
  • oferta de um modelo de educação não autoritário através de um espaço coletivo não hierárquico e comunitário;
  • definir se o projeto Es.Col.A existe com a comunidade ou para a comunidade (o que arrasta consigo questões de autonomia e gestão do projeto por parte da comunidade e uma maior participação nas assembleias).

Os objetivos serviriam para pensar em estratégias para o futuro, tendo em conta que estes deveriam ser reformulados num novo texto que, depois de aprovado em nova assembleia, fosse publicado no blog.

Todavia o número muito reduzido de participantes nesta assembleia e a dificuldade em focalizar o tema da reunião levou a que esta, embora abordando diversos dos aspetos propostos na ordem de trabalhos provisória, não tivesse conseguido concluir as metas propostas para ela.

O resumo desta reunião pretende mais ser um relato dos aspetos debatidos na reunião e não tanto apresentar a proposta das conclusões do debate.

Assim, entre os assuntos abordados, focou-se a questão do papel educativo do projeto Es.Col.A., entendendo-se como papel educativo muito mais do que a educação formal ou escolar. Viu-se a importância do projeto educativo ser entendido como aprendizagem mútua, experiência de vida, e não fazer divergir "educação" e "cultura".

Discutiu-se o enfoque da questão do vegetarianismo, sendo esclarecido que nos principios da Es.Col.A. está estabelecida a não promoção do consumo de produtos de origem animal e não que este seja entendido como um objectivo do projeto.

Discutiram-se as razões do afastamento de um certo número de pessoas e tentou perceber-se se isso correspondia a um enfraquecimento do projeto ou apenas a uma evolução normal, tendo em conta que as questões de grande impacto e oportunidade devidas à desocupação já não se faziam sentir com tanta acuidade.

Discutiu-se a questão da responsabilidade e autogestão nos participantes do projeto e a relação entre indivíduo e coletivo, no sentido de que possa ser objetivo da Es.Col.A. uma muito maior participação dos indivíduos na gestão partilhada, não se servindo apenas do espaço para as suas atividades. Todavia viu-se que era importante trazer essas atividades à comunidade e que isso era, só por si, uma mais-valia.


Propôs-se um encontro entre aqueles que desenvolvem atividades, workshops, etc., na Es.Col.A., mas que esse encontro não deveria ser um evento burocratizado e administrativo. Poderia ser, por exemplo, um jantar. O objetivo seria estimular uma maior intervenção de todos os participantes no projeto global da Es.Col.A.

Discutiu-se qual a melhor forma de consagrar a experiência da Es.Col.A. no sentido de melhor ajudar a replicá-la.

Discutiu-se a relação da Es.Col.A. com a comunidade - bairro, cidade, país, planeta...
Viu-se a importância de aproximação às pessoas do bairro.

Salientou-se a necessidade de, no relaconamento entre nós todos, prevalecer um princípio de bom senso.

Abordou-se o relacionamento com os media, apontando-se que a existir, este deveria partir das necessidades do projeto e não pôr-se a jeito para especulação e desinformação.

A propósito de recentes situações de furto e danificação de objetos e de outras situações anómalas quer entre participantes, quer entre frequentadores do espaço, discutiu-se a atitude face ao erro. Apontaram-se vícios de permissividade e que se reforçasse a defesa dos princípios do projeto, não deixando que este se desmembre num conjunto de atividades desgarradas.

Houve uma dificuldade óbvia na focalização da discussão relativamente aos objetivos propostos, pelo que a discussão deverá continuar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

capoeira


Hoje é dia de Capoeira, às 18h30

Dinamizada pelo Grupo Capoeira Angola Quilombola, começou por se realizar uma vez por semana. Não demorou a passar para duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras, das 18h30 às 19h30.

Excepcionalmente, não se realiza nos dias 10, 14 e 17 deste mês.

Para tentar compensar a abstinência involuntária, seguem registos de momentos vividos.